
Como diagnosticar a arritmia?

O primeiro passo é procurar um médico cardiologista
(médico de coração), que irá realizar
um interrogatório sobre os sintomas e um exame físico
no paciente. Após esses procedimentos, ele solicitará
alguns exames para esclarecer o diagnóstico, como por
exemplo:
- Eletrocardiograma: registro dos impulsos
elétricos cardíacos através de eletrodos
colocados sob a pele no tórax, braços e pernas.
O resultado pode ser normal, mesmo em pacientes com arritmia.
Algumas vezes, torna-se necessário realizá-lo
durante a ocorrência dos sintomas. O paciente pode
ir imediatamente a um serviço de emergência
para ser examinado enquanto a aceleração estiver
presente. Porém, freqüentemente, o quadro já
pode ter sido resolvido espontaneamente quando o paciente
chega à emergência.
- Holter de 24h: trata-se de um aparelho
portátil que grava o eletrocardiograma por 24 horas.

Holter de 24 horas: aparelho portátil
para registro de eletrocardiograma durante 24 horas. |
- Monitores de eventos: trata-se de um
aparelho que grava o eletrocardiograma por 7 a 15 dias,
sendo acionado pelo paciente quando a crise aparece.
- Teste ergométrico: utilizado para
arritmias que aparecem durante o esforço físico
ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço.
Pode ser útil também para determinar se a
doença coronariana é causadora dessas arritmias.
- Ecocardiograma: um tipo de ultrassom
do coração que permite visualizar se há
doença no músculo cardíaco ou nas válvulas,
que possam estar causando essas arritmias.
- Tilt-teste: está indicado para
pessoas que apresentam desmaios durante a posição
em pé ou sentado, precedidos por tonteiras, visão
turva, sudorese. Consiste em deitar o paciente numa mesa
que se inclina durante o exame. A pressão sangüínea
e os batimentos cardíacos são monitorizados.
Se houver queda da freqüência cardíaca
e/ou da pressão o exame é considerado positivo.

Teste de inclinação (tilt teste) |
- Estudo eletrofisiológico: teste
provocativo através de cateteres (fios flexíveis),
que permite realizar uma avaliação da integridade
do sistema elétrico do coração e a
indução de arritmias através de estimulação
do coração, em pacientes com predisposição.
Caso se comprove a existência dessas arritmias, elas
podem ser tratadas através de uma cauterização
no local afetado, processo denominado ablação
por cateter.
Quais os tratamentos para arritmia?

Existem várias modalidades de tratamento e a escolha
depende do tipo de arritmia, freqüência e severidade
dos sintomas. Em alguns casos, não é necessário
o tratamento. Os principais são: medicações,
cardioversão elétrica, mudanças no estilo
de vida, marcapassos e desfibriladores, ablação
por cateter e cirurgia.
- Medicações: várias
drogas são úteis para o tratamento das arritmias.
As principais modalidades são:
- Drogas antiarrítmicas: usadas para converter
a arritmia para um ritmo normal. Exemplo: amiodarona,
sotalol, propafenona.
- Drogas para o controle da freqüência cardíaca:
usadas para controlar a freqüência cardíaca,
deixando-a abaixo de 100 batimentos por minuto. São
elas: beta-bloqueadores (propranolol, esmolol), bloqueadores
do canal de cálcio (verapamil, diltiazem) e digital
(digoxina).
- Anticoagulantes ou antiplaquetários: usadas
para diminuir a formação de coágulos
no coração, que podem ocorrer durante
algumas arritmias. Saiba
mais
- Cardioversão elétrica:
trata-se de um choque elétrico dado no tórax
para restaurar o ritmo normal do coração,
quando as medicações falham ou quando o paciente
apresenta sintomas intensos com risco. É feita sob
leve sedação (paciente dormindo).
- Mudanças no estilo de vida: Parar
de fumar, diminuir a ingestão de álcool e
cafeína, evitar o uso de estimulantes (descongestionantes
nasais, mediações para tosse, alguns suplementos
nutricionais).
- Marcapasso Cardíaco: pequeno dispositivo
utilizado para estimulação elétrica,
evitando que os batimentos cardíacos fiquem muito
lentos. Consiste em um gerador de pulsos e eletrodos.
- Cardiodesfibrilador implantável:
aparelho capaz de monitorar e tratar os ritmos anormais
do coração, que podem representar risco de
vida. (taquicardia ventricular e fibrilação
ventricular).

Modelo esquemático do coração com
cardiodesfibrilador (CDI) com eletrodos no átrio
e ventrículo direitos |
- Ablação por cateter: trata-se
de uma cauterização por energia de radiofreqüência
do tecido cardíaco responsável pela arritmia.
Realizado através de cateteres introduzidos no coração.
- Cirurgia cardíaca: poderá
corrigir arritmias durante procedimento cirúrgico
para tratar outras doenças no coração.
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